A FLOREIRA DE VIDRO
A Floreira de Vidro
A floreira
de vidro em vitrinas.
Guardava as
flores de um jardim.
O
espetaculoso rubor das eritrinas.
Misturava-se
ao aroma do jasmim.
No toque da
mão erguida.
Certa pessoa
provocou.
Uma queda
lenta e seguida.
Logo a floreira se quebrou.
Entre muitos
cacos dispersos.
Seu
interior. Opaco e sem brilho.
Feito em
traços transversos.
Dissipava-se
nos estilhaços de vidro.
Num baque
lacônico e forte.
Vê-se a vida
terminar.
Por fim, a hedionda morte.
Logo tudo
vai levar.
Naquele
fugaz momento.
Feneceu ela
diante de mim.
Ante a
efemeridade do tempo.
Uma
existência acabou enfim.
Claus Prolhoti
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