QUEIMADA

No fundo da longa linha do Equador.

Reina ela! A grandiosa Amazônia.

Desvalida pelo politiquismo amador.

Que fez dela uma nova Babilônia.

 

Aos olhares “preocupados” do Norte.

Suas labaredas viraram um chamariz.

Já estando jogada à sua própria sorte.

Porque a voz lá no Planalto nada diz.

 

Cobre, manganês, ferro e minério.

Nenhum expediente vai recuperar.

O ambiente tão vasto e tão etéreo.

Que jaz pulverizado no tórrido ar.

 

Revoltado ficou quem adora a natureza.

Eis que o mundo se declarou indignado.

Mas o amazônida há muito tem certeza.

Ah, esta terra só é outro almoxarifado.

 

                                                                                                                     Claus Prolhoti

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