MONÓLOGO DOS LAÇOS
Laços de flores, laços de fita.
Laços
de sangue, laços de vida.
Laços
de fé numa vigília.
Laços
de paixão, laços de família.
Laços
pequenos, laços serenos.
Laços
terrenos, laços não plenos.
Laços
finos ou grossos.
Laços
profundos ou mortos.
Laços
confusos!
Laços
escusos!
Laços
vitais!
Laços
mortais!
Laços
de pano, laços de cetim.
Laços
de início e laços de fim.
Os
laços são os átomos do ser.
Vossos
fios, as moléculas.
Eles
enfeitam vestidos.
O
pescoço das moças, a testa.
Existem
laços que nos levam ao céu.
Outros
abrem a porta do inferno!
Há
os que caem no verão.
Alguns
durante o inverno.
Muitos
nascem a partir da nascença.
Uns
adornam o rei de Provença.
Prefiro
mil vezes aqueles laços naturais.
Daqueles
que não valem pecúnias a mais.
Laços
para o bem, laços para o mal. Os laços regem o mundo, ponto final.
Claus Prolhoti
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